27 de ago. de 2006

...

Num instante ele decide se aventurar. Mas encontra um problema: como?
A muito ele ja nem agia mais, deitado na sua cama o teto branco era o infinito de sua mente, q vagava por regiões seguras. Mas cansou-se do edredon preto no branco, de um travesseiro de penas de ganso, uma almofata para curar-lhe a carência, queria romper para além do teto branco para algum lugar que lhe causasse alguma emoção.
Sua cama, seu ninho o consumia bastante, mas isso devia chegar ao fim depois q decidiu se aventurar mas não conseguia descobrir como!
Abraçou a almofadinha da carência e mergulhou na parte preta do edredon e escutou a voz de Ney Matogrosso no som... descobriu q sua aventura tinha trilha sonora. E por mais q tentasse não conseguia além de sua cama, já nem o teto importava mais. Se enrolava no edredon para se fechar, e descobriu uma multidão na sua cama, descobriu q a cama era estreia e apertada para tantos EUs, descobriu q lhe tomaram a parte branca do edrodon.
E começa a batalha pelos seus direitos, a batalha pela sua cama, e frenético começou a rolar, a ocupar todos espaços possiveis. Braços, pernas, mãos, pés.
Amanhece o dia... e o guerreiro cansado não se sente vitorioso.

26 de ago. de 2006

talvez

quem sabe
?
eba
meq
eae
qumsb
?
zzzz
zzzzzzzz
zzzzzzzzzzzzz

nada com nada

o simples fato de dizer nada
o simples fato de significar nada
foda-se o conteúdo
foda-se o q tem importancia
to aki afim de dizer
to aki afim de mandar pra fora aquilo q tenho em excesso
to afim de minsturar nada com porra nenhuma
to afim de mandar todo mundo pra casa do cacete
é isso ai
vazio
vazio
vazio cheio de ilusões
Porra

10 de ago. de 2006

vazio vermelho

Silêncio por favor, pois quero me encontrar... os espelhos ja se quebraram em mil pedaços. As pessoas ja deixaram de ser semelhantes faz tempo. Olho em volta e o mundo é tão grande q chega a ser desconfortável, o futuro pode ser o alto de uma montanha e as horas passam, passam, passam e tudo e nada acontecem.
Mãos...
Dedos...
Digitais...
Anti-braço...
Rosto...
VERMELHO!!!!!!
Me atolo em mim mesmo, misturo comigo mesmo, me entranho e luto comigo mesmo... eu, eu, eu... minhas marcas, minhas manchas, eu em vermelho!
E o ar vem e entra impuro nos meus pulmões... coração bate e o sangue vermelho circula. O corpo move no espaço vazio... vazio... vazio...
Mamilo...
cabelo...
pelo...
VERMELHO!!!!!
As palavras vão se gastanto e pouco significam...
O dente morde... a dor se sente e a cabeça pensa! Concordo e discpordo de mim.
Mãos vazias
pelos do nariz
vermelho no ar
anti-braço, anti-signo
digitais minhas...
Fica tudo quieto... o corpo agita a mente pára e a voz não sai... e voltam as manchas vermelhas:
Mãos
malilos
Braços
Vazio

5 de ago. de 2006

Antropometrias



ANT (1960) Yve Klein
Antropometrias da Época Azul, do artista françes Yves Klein. "Rapidamente me dei conta que o bloco do corpo - o tronco e uma parte das coxas - me fascinava"

1 de ago. de 2006

e o amor acaba!

1 - (uma pontada!) AI!

2 - O q houve?

1 - Os discos voadores pararam de piscar no céu infinito do amor... e agora vejo como é ridículo isso tudo!

2 - E o q vc pretende fazer?

1 - Num sei... tavez me matar! Não seria um pecado, ja q as coisas se tornaram ridículas e sem sentido. Talvez a morte me traga algum sentido e ma faça vislumbrar outros espaços.

2 - (lhe intregando a arma) Faça o q vc bem entender.

1 - (outra pontada) AI! Q merda! Existe alguma coisa q insiste! Mas o q me alivia é saber q os vermes vão me devorar, e talvez devorem um resto de amor q ainda lateja!

2 - (lhe tomando a arma) Então ainda exsite um latejar?

1 - Sim... lento e profundo, diria abafado! Eu ando sufocado a dias!

2 - É o amor q não quer morrer... não tem como escapar, ele impregnou em vc, mesmo morto ele irá com vc para outros espaços!

1 - Os vermes!!! Minha salvação são os vermes! Me de a arma.

2 - Então me beija